sexta-feira, 12 de junho de 2009

Inauguração do bar "PIA para ti"

Quinta-feira foi a inauguração deste bar, numa das praias de Tirrenia.

E como é normal, inauguração que é inauguração comporta ir bem vestidinho, e também comida e bebida oferecida. Para além disso havia saxofonistas a tocarem ao vivo.


O bar é mesmo na praia, cheio destas "camas", sofás, velinhas, e os pés sempre enterrados na areia, a fazer lembrar que o verão está aí à porta. Podia descrevê-lo como sendo uma espécie de mistura entre a Casa do Castelo e o Sasha. Quanto ao nome, não percebi o que significava, e até ia perguntar mas entretanto acabei por me esquecer. É que desconfio que seja em português: "para ti" não é espanhol, não é italiano...


Boa comida, bons vinhos e espumante, conversa, gargalhadas e ainda a descoberta da expressão em inglês "hold your horses", à qual achei imensa piada, e me apressei a ensinar-lhes que em português também temos "aguenta aí os cavalinhos". Mais uma para juntarem ao "obrigado" e "beijinhos" que já lhes ensinei.

Um agradecimento ao Fabrizio, que nos levou de carro, e sem o qual não teríamos nunca chegado àquele paradisíaco sítio de noite.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Declaro aberta a minha época balnear!


Eu já merecia uma ida à praia, e decidi estrear-me na semana passada.
Era suposto ser uma "Girls Beach", com o já habitual trio eu-Domonique-Lauren, mas mais tarde acabou por aparecer também o Josef e o Francisco.

Fomos para a praia do Bagno Lido, em Tirrenia, a 30 minutos de autocarro de Pisa.

Nada má, tenho a dizer. Areia fina e não muito escura, água a temperatura maravilhosa... esperava bem pior. Estavam só umas ondinhas mas para eles é logo bandeira vermelha, estão mesmo mal habituados.

Ontem voltei a ir, mas de carrinho, e não para um Bagno (que significa praia privada). Fomos para uma free beach, também em Tirrenia, com música ambiente e tudo.

A repetir!

Regata Storica delle Antiche Repubbliche Marinare

Dia 2 de Junho, feriado em que se comemoraram os 63 anos da Implantação da República em Itália, realizou-se aqui em Pisa, no Rio Arno, a Regata Histórica das 4 Antigas Repúblicas Marítimas, que se faz desde 1956. São elas Pisa, Génova, Veneza e Amalfi, que com as suas frotas dominavam as águas do Mediterrâneo na Idade Média.

Todos os anos a regata alterna entre as várias cidades, o que significa que só de 4 em 4 anos é que é em Pisa. Tivemos sorte.

As janelas encheram-se de bandeiras, e as margens de gente.


O percurso era de 2km, começando na Ponte della S.S. Aurelia e acabando no Palácio da Prefeitura. Transmissão em directo na Raidue e tudo :P

Como alguém disse, é como no ciclismo, horas de espera, e depois em 30 segundos já tinham passado por nós.

Para não desiludir, Pisa acabou por ganhar. Veneza ficou em último e consta que não é muito brava nestas andanças.

Go Pisa!



E como este é o mês de Pisa, esta foi só a primeira das várias festas que a cidade nos reserva para Junho ;)

Vou ter saudades destas vésperas de exame...

Ontem, depois das últimas revisões para o exame de hoje, chegava eu a casa lá pelas 4h da manhã. Com os nervos em franja, preparava-me para um leitinho descansado antes de ir dormir (lol).
Contudo, não me lembrei eu que esta era a casa das festas, e que a casa das festas não pára nunca. Acabada de chegar, já tinha o Josef, Chris e Fabrizio na sala de roda da guitarra a cantarem músicas, a improvisarem letras ("Filipaaaa, Filipaaa you are in cucina"), e a gozarem com o facto de eu estar a beber leitinho, tentando que também eu me juntasse à diversão. Por entre guitarradas, lá acabei por adormecer.

Vou ter saudades destas vésperas de exame tão animadas e descontraídas...

P.S.- Passei com 26, e agora vou-me agarrar às 1000 (sim, mil) páginas do próximo, Diritto del Lavoro II.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pisa x Brescia


Não podia deixar de assistir a um jogo do Pisa antes de partir.

Não que seja adepta de Futebol, nem nada que se pareça, mas moro na rua do estádio, que de duas em duas semanas se enche de adeptos, roulotes, barraquinhas, e muita polícia. Também eu tinha vontade de um dia poder participar nessa festa e ver a equipa da minha cidade a jogar.

Este era o último jogo da época, pelo que se tornou imperdível.

Portugueses, espanhóis, o Josef, e eu, única rapariga, lá fomos assistir ao Pisa x Brescia.

Na verdade, tinha combinado ir com a Domonique para o meio da claque, aprender os cânticos e até pintar a cara com a bandeira do Pisa (chegámos mesmo a ir comprar as tintas). Mas infelizmente ela já não foi a tempo de comprar o bilhete, e também não lho pude comprar eu porque cá, afim de evitar a rivendita, tem de se mostrar a identificação no acto de compra, e o nome e dados do BI são impressos no próprio bilhete.


Assim, mais uma vez senti falta de uma companhia feminina, que estivesse ali não tanto para analisar a técnica do jogo, mas para aparvalhar.

Quanto ao estádio, não é enorme, mas tem uma particularidade muito engraçada, que é que por cima da bancada que estava à nossa frente, se vê a Torre de Pisa. Impossível esquecer onde estamos :)

O jogo esteve 0-0 todo o tempo, e segundo os entendidos (certamente não eu), em termos futebolísticos foi muito fraquinho.

Acabando o tempo, o árbitro deu mais 5 minutos, e não é que ao 3º o Brescia marca?! O desespero da claque do Pisa era imenso. Com a derrota acabavam de descer de divisão. Pobre claque do Brescia (uns 20 gatos pingados), que com certeza não saiu de lá imune, tal era a fúria dos tifosi do Pisa, claque demasiado aficionada e agressiva. Todos eles cheios de t-shirts da equipa, a dizerem "Livorno Merda", very lights e sempre gritando uma imensidão de cânticos (bem giros, diga-se de passagem). Eu fiz questão de sair do estádio mal pude, só vi uns quantos bancos a irem pelos ares, mas desconfio que a coisa não deve ter acabado bem.

Ainda assim valeu ;)

sábado, 30 de maio de 2009

1ª lição de português

Não me quero tornar maçuda, sei que este já é o terceiro post sem fotos, mas apetece-me mesmo partilhar.

Hoje voltei a reunir-me com a minha Tandem, desta feita para a lição de português, que a bem dizer foi de facto a primeira lição, já que na semana passada foi só para nos conhecermos, ela nem sequer me corrigiu.

Como nenhuma de nós nunca tinha feito Tandem, nem sabíamos bem como fazer. Encontrámo-nos numa sala de estudo que tem um jardim com mesas e cadeiras para estudar ao livre – Polo Pacinotti - e começámos a conversar casualmente. O cumprimento inicial foi logo um “Olá!”, afinal hoje era o dia de falar em português. Pensei que íamos ficar sem tema por não termos ainda muita confiança, mas nada disso. A conversa fluiu naturalmente e a certa altura eu achei que precisávamos de papel e caneta. Conforme ela errava palavras ou tinha dúvidas em relação a como se dizia certa coisa, eu escrevia no caderno dela. À medida que a conversa se desenrolava, surgiam-me também a mim dúvidas no italiano. De início perguntava-lhe meio a medo, porque hoje era o dia de ela aprender, mas depois foi-se tornando normal, eu própria aprendi imenso, e a certa altura também já tinha o meu próprio caderninho onde ela me escrevia vocabulário.

Tenho uma aluna muito aplicada, foi toda equipada com duas gramáticas de português e um dicionário gigante. Não fala nada mal, esperava muito pior já que só aprendeu durante 1 ano, há 3 anos atrás. Eu descobri que tenho de dar um olhinho numa gramática de português porque falar é muito fácil, falo desde que nasci, mas as regras já não as sei para explicar. Felizmente ela não tem interesse em aprender a 2ª pessoa do plural (eu não lha saberia ensinar!), porque também já foi informada que não se usa na maior parte de Portugal. Já agora, alguém me sabe explicar porque é que caiu em desuso? Mãe?

Tive de ter o maior cuidado no meu discurso, não só na velocidade, como também em expressões que reparei que uso como “tás” em vez de “estás” ou diminutivos como “pequenina” em vez de “pequena” - ela aí não me entendia. Pedi-lhe desculpa pelo calão, e depois não perdi a oportunidade de perguntar como se dizia “calão” em italiano. É gergo, mas usam mais o slang, importado do inglês. Fiquei contente porque quando a corrigia ela raramente voltava a dar o mesmo erro, vê-se que tem jeito para as línguas (fiquei a saber que isso se diz è portata per le lingue). Também ela me disse que tem de ter cuidado quando fala comigo para não usar expressões Toscanas, porque não há grande interesse em que eu aprenda Toscano (aqui em Itália praticamente cada província tem um dialecto diferente).

A meio fizemos uma pausa para café e ela bebeu o típico pacotinho de chá de limão com a palhinha que os italianos estão SEMPRE a beber, é mesmo característico. Aproveitei para experimentar também um e é realmente bom. Chama-se EstaTHE, que é um trocadilho entre verão (Estate) e chá (tè), e também fiquei a saber que trocadilho se diz gioco di parole.

Enfim, o encontro que era para demorar uma horita estendeu-se por três horas que passaram a correr, e posso garantir que ambas aprendemos bastante e de forma muito light, na esplanada do jardim, numa conversa sobre Pisa (ela é mesmo Pisana e explicou-me imensas coisas sobre a cidade), Lisboa e outros assuntos que iam surgindo.

Estive a pensar e quero continuar o Tandem quando voltar a Portugal. Hei-de arranjar um Erasmus italiano/a que esteja interessado em melhorar o seu português. É uma experiência multo interessante, aconselho vivamente a todos aqueles que queiram melhorar o conhecimento de uma língua!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Época de exames

A época de exames já começou.

Fiz exame de Giustizia Costituzionale e Tutela dei Diritti Fondamentali (Direitos Fundamentais, portanto) na semana passada, tive 28 (em 30) e o professor ainda disse que fui brava :)

Quarta-feira às 9h tinha exame de Procedura Penale (Processo Penal) e mais uma vez a tão característica desorganização italiana voltou a manifestar-se. Estavam 70 pessoas inscritas para o exame, e cada oral a demorar 30 minutos (embora que 3 pessoas eram examinadas ao mesmo tempo). Ainda perguntei aos assistentes se eu, por ser Rodrigues Oliveira (sim, cá infelizmente chamam-nos e ordenam-nos pelo apelido, o que me faz ficar sempre para o fim, ao contrário do sistema português em que sou sempre das primeiras por ser Ana) conseguia fazer oral no próprio dia, ao que eles me disseram sempre que sim, que todas as pessoas seriam examinadas no próprio dia. Às 14h ainda ia na letra C e decidiram fazer uma pausa para almoço. Assim, à tarde lá estava eu outra vez, o nervoso a ser prolongado ainda mais. Chegando às 19h, e sendo que estava lá, repito, desde as 9h da manhã, o que faz 10h de sofrimento, o professor tem a lata de dizer que os Erasmus ficam para o dia seguinte, que já não há tempo porque tem de ir ver a Champions League que está quase a começar (!!!). E quando a Esther, espanhola, disse que não podia fazer o exame no dia seguinte porque tinha avião de manhã para Espanha, ele respondeu “Então faz o exame em Junho”. Enfim, Quando contei isto a uma italiana, ela só me respondeu “Benvenuta all’Università di Pisa” … parece que é normal por aqui. Sem dúvida um dos piores dias de sempre.

Mas a quem é que lembra deixar que 70 pessoas se inscrevam no mesmo dia, sem que ao menos se façam turnos manhã/ tarde? Gosto muito deste país, mas é bem verdade que é demasiado desorganizado, e isso vê-se nas mais pequenas coisas.

Enfim, quinta-feira de manhã lá voltei, fiz o exame e tive 26 :)

É verdade que não fiz nada todo o semestre, mas agora tenho-me fechado em casa de maneira tal que nem me estou a reconhecer. Nem à sexta e ao Sábado à noite saí nos últimos fins-de-semana. Ainda não pus um pé na praia. Os cafés e chás pretos são mais que muitos. As noitadas no quarto do Zé a estudar em grupo têm sido todas. E estuda-se bem ali, pode parecer estúpido mas sinto que como somos muitos, há sempre alguma boa energia no ar que me ajuda quando estou mais nervosa. Especial agradecimento ao Zé, que nas vésperas dos exames me têm deixado assistir às suas declamações de 4h sobre a matéria e interromper com dúvidas, o que sem dúvida me tem ajudado bastante.

E ainda bem que temos feito tudo isto, porque o esforço tem sido recompensado, e por ter feito duas cadeiras já valeu a pena não ter ido ao Evento Nazionale de Erasmus na Sicília :)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tenho uma Tandem!

“E o que é uma Tandem?” , perguntam vocês.

Tandem é uma forma de aprendizagem de uma nova língua, em que duas pessoas de diferentes nacionalidades se juntam frequentemente para ensinarem uma à outra a sua língua mãe.

Chama-se Eleanora, tem 27 anos, e é italiana de Pisa. Estuda línguas e já teve 1 ano de Português.

Tudo começou porque ela ouviu dois amigos meus a falarem português entre eles, e perguntou se por acaso não conheciam ninguém interessado em ser sua Tandem. Eles lembraram-se logo de mim, sabem que eu gosto destas coisas :)

Tomámos ontem um café para nos conhecermos, e combinámos encontrarmo-nos 1/2 vezes por semana, em que alternaremos na língua falada: ora Italiano, ora Português.

Como estou muito entusiasmada e quero ser uma Tandem super dedicada, tenciono que a “minha aluna” conheça não só a nossa língua, como também a nossa cultura. Deste modo, já ando cheia de ideias, como gravar-lhe um CD com músicas dos mais emblemáticos cantores
portugueses, e oferecer-lhe uns bolinhos típicos, como por exemplo S’s de Azeitão.

Próxima quinta-feira aulinha de português!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Festa Slovacca

Os eslovacos daqui juntaram-se e organizaram uma festa eslovaca. Ainda tentaram procurar um espaço para arrendar, mas acabou por ser mesmo na linda casa da Maria e do Martin. Até o senhorio teve direito a convite.



À entrada, um grande aviso a dizer "Stop! Read!", onde se podiam ler informações sobre história, geografia, gastronomia e cultura da Eslováquia.

Espalhados pelos corredores e até paredes da casa-de-banho, fotografias de eslovacos importantes (sabiam que o Andy Warhol era filho de pais eslovacos?).

À chegada, era oferecido um shot de uma bebida típica, doce e muito alcoólica.

(Bebidas: Kofola - a coca-cola eslovaca -, Hrushka, Marhula, Slivka, Chereshna, Malina e Fernet)

Não paravam de distribuir bolachinhas e queijinhos típicos (Korbáchify e Parenika).


Banda sonora da festa a rigor também - música eslovaca (e não há nada como ver os eslovacos a dançar, é só rir!)

Indumentária: era obrigatório ir vestido de vermelho, azul escuro ou branco - cores da bandeira.


No roupeiro, frases mais usadas em eslovaco coladas que nos ensinavam a pronunciar.



Nativos com roupa típica.


Prato principal: Klobása e Bryndzové halushky com Slanina.



Folha com mapa da Europa para que os presentes assinassem sobre o seu país:


Claro que a esfomeada da Filipa acabou a raspar os restinhos da panela... esta miúda não tem emenda!

Balanço: muito muito giro.

Ainda vou convencer os meus compatriotas a fazer uma coisa do género!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"Cercano casa"

Já em Outubro tinha contactado a UNA, associação de apoio aos animais aqui de Pisa, mas depois por uma confusão do género ficar sem bateria no telemóvel / voltar a ligar e estar desligado / ligarem-me e eu não poder atender, o projecto acabou por ficar pendente.

Há dias voltei a descobrir o papel com o anúncio aqui por casa e decidi ligar. Disse que não era italiana, mas que teria o maior gosto em ser voluntária, se havia problema, ao que a presidente me respondeu “Quem vem por bem, importa lá de onde vem!”.

Assim, tomámos um café no Domingo para acertarmos os pormenores e ela quis também saber como era a situação dos animais abandonados no meu país. Pelo que me pareceu é igual à do Sul de Itália. Aqui no Norte é raro ver animais vadios, e quando o são, estão gordos e com o pelo bonito. Assim, os animais do Sul são trazidos até ao Norte do país - onde as pessoas são mais civilizadas - para que encontrem um lar.

Ontem foi a primeira iniciativa em que participei: uma campanha de adopção na Via Corso Italia. Uma mesa, uma cadeira, vários cartazes, cartões de visita com o contacto da associação, um pote para ofertas, nós voluntárias, e uma gata e uma cadela a precisarem de casa.
Em geral as pessoas que paravam gostavam muito de animais e faziam ofertas (até notas!). Contudo, se gostavam de animais (e consequentemente paravam) era porque já tinham muitos em casa, não podendo ter mais, ou porque tinham tido em tempos, e quando mortos, o desgosto foi tal que não queriam mais.

Pelo que vi, a Associação trabalha muito bem. Das ofertas retiravam moedas para ir ao supermercado comprar comida e água para os animais em exposição, sempre preocupadas com o seu bem-estar. Às pessoas que passavam dizendo que estavam interessadas em ter um cão ou um gato com as características X e Y, elas ofereciam-se para mandar uma MMS com fotografia dos que tinham. Já para não falar da origem destes dois que estavam à procura de casa:

- A gata tinha 7 meses, foi encontrada no Autogrill, área de serviço perto de Roma, e trazida até ao Norte por uma das voluntárias. Fazia-se-lhe uma festa e começava logo a “fare le fusa” (ronronar). Como tinha o peito inchado e leite, a voluntária que estava comigo ligava incansavelmente para as voluntárias de Roma, para que voltassem ao Autogrill e procurassem por gatinhos bebés por ali escondidos. A gata acabou por ser adoptada por um casal novo em princípio de vida, que fez da gata seu presente de anos (hoje era o seu aniversário da rapariga). Foi uma óptima sensação, depois de horas e horas em que as pessoas passam, olham, fazem festas, deixam ofertas, mas não adoptam.
- A cadelinha foi TRAZIDA DA SICÍLIA DE AVIÃO também por um voluntário, com fundos da UNA! Tem 3 mesinhos, a sua mãe foi envenenada deixando três filhos. O pelo é castanho e os olhos verdes e incrivelmente tristes. É muito meiguinha e tímida. Passou a manhã nos meus braços para que a vissem melhor, mas ainda assim não teve a mesma sorte que a gata, e aguarda ainda alguma alma caridosa que a queira…

Hoje voltei a ser chamada e fomos para um mercado que acontece em Pisa às quartas e sábados de manhã ao pé do Carrefour. Mas nada.

A UNA fomenta o bem-estar dos animais, mas garante também a sua esterilização. Ao adoptar, o dono preenche um formulário onde tem também de garantir que vai esterilizar o animal. Já que a esterilização cá custa 120€, mas por intermédio da Associação fica a 40€, as pessoas acabam por escolher fazê-la pela segunda forma, o que é também uma maneira de a Associação rever o animal, vendo se o dono o está efectivamente a tratar bem. Isto para além dos telefonemas periódicos que a responsável (Filomenna) vai fazendo.

À parte deste género de trabalho, vou poder ainda ajudar no canil a passear os cães, no gatil a limpar e alimentar, e na rua, a alimentar colónias de gatos espalhadas pela cidade. A Associação ocupa-se ainda em manter algum animal em casa dos voluntários até que ele encontre família.

Para além de ser uma boa forma que encontrei de atenuar a falta que os meus animaizinhos me fazem, é muito bom sair de lá e sentir que se pode ser útil numa causa que nos é tão querida :)