sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Rádio Renascença - Fórum Avós - A Resposta
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Férias de Natal em Portugal
Como a época de exames afinal acabava mais cedo do que tinha suposto, decidi antecipar a minha viagem de regresso 3 dias, e não contar a (quase) ninguém, fazendo assim surpresa à maior parte das pessoas. Primeiro ao meu pai que estava a passear os cães, depois à minha mãe, infiltrando-me numa reunião de professores onde ela apareceu atrasada, a seguir aparecendo num jantar G8 (grupinho de amigas) que estava marcado para essa noite, e por fim à minha avó, escondida no carro. Adoro a incredulidade das pessoas, acho que estou a ficar viciada em fazer surpresas :D
Passei 3 semanas em Portugal, que ficaram marcadas essencialmente por 4 acontecimentos:
Jantar G8! Logo no dia da minha chegada. O tema era o Natal e eu cheguei quando já todas estavam sentadas, e também eu de traje natalício. Elas nem queriam acreditar :D O jantar incluiu troca de prendas e depois fomos a correr para o Bairro Alto que agora fecha estupidamente cedo.
Natal! Este ano tive dos melhores natais de sempre, por dois motivos. Primeiro, porque sempre ouvi dizer que os emigrantes dão mais valor ao Natal por estarem longe de casa e sentirem a falta da família. E eu senti isso! As iluminações, os enfeites, as feirinhas de Natal e os cânticos que enchiam as ruas de Pisa entristeciam-me e faziam-me sentir longe! O segundo motivo, e mais importante, foi que passei o Natal pela primeira vez com crianças: as minhas sobrinhas gémeas de 4 mesinhos! E é tão lindo! É uma felicidade que não dá para explicar, eu estava derretidíssima…
Passagem de ano! Rumámos à Zambujeira do Mar por três noites onde só fizemos parvoíce e onde nos divertimos tanto!
Os 60 anos do meu pai! Foi este o motivo que me fez ficar até mais tarde em Portugal, na verdade fui a última a regressar a Pisa! A festa foi de arromba, porque 60 anos só se fazem uma vez na vida. Assim, houve direito a um espaço arrendado para o evento, serviço de catering, traje de cerimónia, fotógrafo, camaramen, 2 filmes com imagens da família nos últimos anos, uma rumba, um jive e um valsa vienense dançados por nós, e por fim, uma bela actuação da minha tuna que compareceu em peso mesmo em época de exames (mais uma vez OBRIGADA MENINAS!). Diverti-me imenso!

As três semanas em Portugal voaram de tão perfeitas que foram. Foi óptimo voltar e aliviar as saudades que já apertavam, ver as pessoas que me são tão queridas. Também consegui matar saudades de pequenas coisas como o Meco, de comer sushi, de torradas, de ir ao cinema (fui várias vezes, estava ansiosa para ver o Blindness e o Amália!). Na verdade levei imensos livros para estudar, mas ficaram pousados na secretária desde o primeiro ao último dia… sempre que pensava em estudar parecia-me tempo desaproveitado, em que podia estar com família ou amigos. A sério que as minhas intenções eram boas, mas acabei por não ler nem uma linha, e mesmo assim ainda fui criticada por muitos por ter estado pouco tempo com eles, mas bolas, é difícil gerir o tempo quando se está só assim de passagem e se quer fazer tanta coisa. Muita gente me disse que estou mais adulta, o que não esperava mesmo, porque só passaram 3 meses, mas efectivamente uma coisa que sinto é que estou a dar mais valor a tudo o que tenho - “quando não se tem as coisas dá-se-lhes mais valor”. A minha casinha pareceu-me perfeita, sempre quentinha (já não estava habituada!), as refeições sempre saudáveis e já prontas, o facto de poder tomar banho sem chinelos… o clima de Portugal pareceu-me fantástico, nunca mais digo mal! E aparte disto…os meus pais! Não sabia que gostava tanto deles… (estarei a ser demasiado lamechas?). Parece que o Erasmus me está a fazer bem.
Dia 12, finalmente voltei para Itália. Desta vez experimentei a Easyjet e fiz Lisboa-Milão, em vez de fazer Porto-Pisa pela Ryanair como tenho feito sempre. Tive de passar uma noite em Milão, onde estavam 7ºC negativos e imensa neve (quem disse que em Portugal está muito frio?!). A minha querida amiga El Tani que conheci no curso de italiano em Lisboa, e que está a fazer Erasmus em Milão acolheu-me impecavelmente, muito disponível, empaturrando-me de comida e sempre preocupada com o meu conforto. Único defeito: não gosta de dormir de manhã :P Para ti, um grande obrigado também.
Agora voltei, de baterias recarregadas, e pronta para continuar a viver esta aventura. Voltar sem viagem de regresso a Portugal planeada, e sem fazer a mínima ideia de quando vou voltar, ou sequer se vou voltar antes do fim do ano lectivo, tem o seu quê de estranho.
Regressei cheia de resoluções, designadamente combater os 2 kilinhos que cá ganhei, grrrr! (três pessoas admitiram e a balança confirmou). Já tenho o atestado médico para me inscrever no ginásio, e venho determinada a perder mais tempo na cozinha e a procurar por aqui uma loja vegetariana para poder comer como em casa.
A Beatriz e o Jaime já têm viagem comprada para me virem visitar em Fevereiro, o meu irmão e cunhada também já compraram para uma semana depois, e a Marta e a Lena marcaram para Abril.
Cá vos espero ansiosamente!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Festa de final de exames, de Natal, e de despedidas
Então foi assim, terça houve festa. Onde? A resposta é óbvia, foi na nossa casa, como já vai sendo hábito.
Mas antes disso, fomos ao jantar de Natal que a Mensa (cantina) organizou, com comida natalícia típica italiana. O primi era um risotto de castanhas e cogumelos porcinni, o secondo era uma vitela, o contorno era uma espécie de tarte de batata e brócolos (óptima, devia ter decorado o nome!), e de sobremesa havia o célebre Panetone de Milão. Havia cozinheiros especiais e tudo, havia pai-natais a passearem pela Mensa, foi engraçado. Levámos uma garrafinha de vinho para acompanhar, que abrimos mesmo à frente das empregadas e ninguém refilou.
A Pilar viu uma foto das minhas sobrinhas e ficou apaixonada, fez questão de decorar os nomes, que querida!
Beijinhos minha querida, mancas-me muito, e como já te disse, per fare a meno di te (mais uma música nossa!) não é a mesma coisa!
sábado, 13 de dezembro de 2008
Webcam
Reparem na minha cara de derretida quando põem o meu Tomaz Maria à frente da webcam! Que saudades...
Já o mesmo não se pode dizer da expressão assustada do pobre gato que não percebe nada do que se está a passar!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Exame de Italiano
· Imperfetto
· Condizionale Presente
· Condizionale Composto
· Futuro Simplice
· Futuro Anteriore
· Pronomi Diretti
· Pronomi Indiretti
· Pronomi Combinati
· Particelli “ci” e “ne”
· Imperativo Diretto
· Imperativo Negativo
· Imperativo Indiretto
· Imperativo Monosillabico
· Imperativo Monosillabico con pronomi
· Congiuntivo Presente
· Congiuntivo Passato
· Congiuntivo Imperfetto
· Trapassato
· Preposizioni
Há imensas regras para decorar, de modo a perceber quando usar cada tempo verbal, e eu via as minhas colegas chinesas, norte-americanas, polacas, etc todas aflitas a pensarem em cada caso que regra aplicar, e só me lembrava da sorte que tenho em ser portuguesa e bastar-me pensar, naquele caso concreto, que tempo/modo usaria em português, porque é igual.
O exame era mais uma vez no computador, tipo exame de código, e ao fim de 1h30 a sessão ia abaixo porque tinha chegado o fim do tempo.
Eram 20 exercícios, cada um com várias perguntas, e quando eu cheguei ao 18º carreguei numa tecla qualquer sem querer… e apaguei tudo o que já tinha feito!!!
Fiquei em pânico, chamei a professora, chamei o técnico, mas ninguém conseguiu recuperar o que eu já tinha feito. A professora começou-me a fazer festinhas na cabeça, a dizer para eu não me preocupar que ela me conhecia e sabia que eu era uma “brava studentessa”, que quem mandava ali não era o computador, mas sim ela, e para eu tentar refazer tudo na meia hora que ainda me sobrava.
Consegui acabar, agora se a qualidade se manteve é que já não acredito… uma pena :(
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Aldeia da roupa branca
Um mimo, não acham? LOL
Mas olhem que com o aquecimento seca super rápido!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Uma história para contar aos meus netos
Fiquei um pouco reticente, porque sou muito apegada a ela (recorde-se que não me contentei com a primeira que vi, esperei um mês até que o senhor da loja pusesse na que eu tinha escolhido todas as mariquices que eu queria: cesto à frente, campainha do Winnie the Pooh, mudanças, descanso, luz e reflector). Mas o Victor (um dos espanhóis cá de casa) tinha cá uma amiga que veio cá passar uns dias, queria ir dar uma volta com ela, eu não ia sair de casa, por isso claro que emprestei.
No dia seguinte acordei e não vi a minha querida bicicleta estacionada no sítio do costume, nem no resto da rua... Liguei ao Victor, que me disse muito a medo "Houve um problema, roubaram-na ontem à noite, junto ao rio...Peço imensa desculpa, levaram a tua e deixaram a minha...a única coisa que posso fazer é arranjar-te outra". Fiquei passada, só dizia que se encontrasse o autor do delito ia haver sangue! Depois, já em casa ele mostrou-me o cadeado partido e tivemos alta discussão, eu a dizer que a tinha há dois meses e que nunca lhe tinha acontecido nada, que sobretudo já tinha um valor sentimental, apesar de não ser uma boa bicicleta, e que agora ia ser difícil encontrar outra com todos aqueles acessórios que eu gostava. O rapaz quase chorou.
À noite, cá em casa houve a festa dos 27 anos do Daniel, o outro espanhol cá de casa.
A meio da festa, o Victor vem ter comigo e diz para eu ir com ele lá abaixo. Fiquei logo desconfiada que tinha a ver com o assunto bicicleta, pensei "pronto, já arranjou outra para mim".
Mas não, era a MESMA BICICLETA, A MINHA BICICLETA! Fiquei histérica, e só lhe perguntava como é que tinha aparecido ao que ele me respondia "Magia, magia!"
Voltei para a festa radiante, e percebi que havia ali história, e que algum dos presentes estava associado ao roubo... como ninguém me contava a verdade, comecei a perguntar um a um "Foste tu que roubaste a minha bicicleta ontem à noite?", até que à segunda tentativa acertei!
E não é que foi a Rocio, uma espanhola do meu nível do italiano?! Ela só me pedia desculpa, que embora em Pisa seja normalíssimo (mesmo!) roubar bicicletas, ela nem sequer era apologista disso, inclusivamente a sua bicicleta tinha sido comprada!
Lá me contou a história todinha, que é surreal.
Então foi assim, ela mora longe do centro, e no dia anterior tinha ido sair, mas quis ir a pé. Contudo, às tantas da manhã já não quis regressar sozinha a pé, então os amigos disseram que lhe roubavam uma bicicleta num instante. Viram a minha, muito feminina, e foi a escolhida.
No dia seguinte, portanto ontem, ela estava convidada para a festa do Daniel, e como queria trazer uma garrafa de vinho para lhe oferecer, decidiu trazer a bicicleta do cestinho, e não a dela, que não tem cesto, portanto veio na minha bicicleta recém-roubada para a festa na minha casa, obviamente sem saber que eu era a dona.
Ao chegar, foi ao quarto do Victor, e viu o cadeado quebrado que lhe era familiar. Para além disso, o Victor queixou-se que estava muito triste porque pela primeira vez tinha pedido uma bicicleta emprestada, e tinha sido logo roubada, no dia anterior, junto ao rio.
Ela começou a juntar as pecinhas do puzzle, e pediu para ele ir ver se a dita bicicleta não era a que ela tinha roubado na noite anterior, e que estava lá em baixo.
E assim foi, eu pensava que nunca mais ia ver a minha querida bicicleta, mas afinal ela acabou por me vir parar à porta menos de 24h depois do roubo!
E como tudo está bem quando acaba bem, entre muitos "Mi dispiace Filipa, non sapevo che era tua", acabámos a rir do assunto, eu, a Rocio, e os dois espanhóis que comparticiparam o roubo!
Agora combinámos fazer uma marca nas nossas próprias bicicletas, para que entre nós Erasmus, elas não sejam roubadas!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Declaro aberta a época de estudos
O que não é fácil, porque cá a vida não pára, e quando uma pessoa se senta um bocadinho para estudar, chega sempre uma mensagem a convidar para um Jantar de Portugueses (ver http://natorredepisa.blogspot.com/2008/11/jantar-tuga.html), ou para um jantar em casa da Sooulgan (norueguesa), ou um email para um aperitivo no Mimi Café, ou o convite para um concerto de uns italianos da faculdade, ou para os anos do Daniel (espanhol cá de casa), etc, e não é fácil dizer "Não, hoje tenho que estudar"!
Ontem já tive de apresentar um trabalho oralmente e responder a perguntas, nas próximas duas semanas haverá exames...
