Um mimo, não acham? LOL
Mas olhem que com o aquecimento seca super rápido!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Aldeia da roupa branca
domingo, 7 de dezembro de 2008
Uma história para contar aos meus netos
Fiquei um pouco reticente, porque sou muito apegada a ela (recorde-se que não me contentei com a primeira que vi, esperei um mês até que o senhor da loja pusesse na que eu tinha escolhido todas as mariquices que eu queria: cesto à frente, campainha do Winnie the Pooh, mudanças, descanso, luz e reflector). Mas o Victor (um dos espanhóis cá de casa) tinha cá uma amiga que veio cá passar uns dias, queria ir dar uma volta com ela, eu não ia sair de casa, por isso claro que emprestei.
No dia seguinte acordei e não vi a minha querida bicicleta estacionada no sítio do costume, nem no resto da rua... Liguei ao Victor, que me disse muito a medo "Houve um problema, roubaram-na ontem à noite, junto ao rio...Peço imensa desculpa, levaram a tua e deixaram a minha...a única coisa que posso fazer é arranjar-te outra". Fiquei passada, só dizia que se encontrasse o autor do delito ia haver sangue! Depois, já em casa ele mostrou-me o cadeado partido e tivemos alta discussão, eu a dizer que a tinha há dois meses e que nunca lhe tinha acontecido nada, que sobretudo já tinha um valor sentimental, apesar de não ser uma boa bicicleta, e que agora ia ser difícil encontrar outra com todos aqueles acessórios que eu gostava. O rapaz quase chorou.
À noite, cá em casa houve a festa dos 27 anos do Daniel, o outro espanhol cá de casa.
A meio da festa, o Victor vem ter comigo e diz para eu ir com ele lá abaixo. Fiquei logo desconfiada que tinha a ver com o assunto bicicleta, pensei "pronto, já arranjou outra para mim".
Mas não, era a MESMA BICICLETA, A MINHA BICICLETA! Fiquei histérica, e só lhe perguntava como é que tinha aparecido ao que ele me respondia "Magia, magia!"
Voltei para a festa radiante, e percebi que havia ali história, e que algum dos presentes estava associado ao roubo... como ninguém me contava a verdade, comecei a perguntar um a um "Foste tu que roubaste a minha bicicleta ontem à noite?", até que à segunda tentativa acertei!
E não é que foi a Rocio, uma espanhola do meu nível do italiano?! Ela só me pedia desculpa, que embora em Pisa seja normalíssimo (mesmo!) roubar bicicletas, ela nem sequer era apologista disso, inclusivamente a sua bicicleta tinha sido comprada!
Lá me contou a história todinha, que é surreal.
Então foi assim, ela mora longe do centro, e no dia anterior tinha ido sair, mas quis ir a pé. Contudo, às tantas da manhã já não quis regressar sozinha a pé, então os amigos disseram que lhe roubavam uma bicicleta num instante. Viram a minha, muito feminina, e foi a escolhida.
No dia seguinte, portanto ontem, ela estava convidada para a festa do Daniel, e como queria trazer uma garrafa de vinho para lhe oferecer, decidiu trazer a bicicleta do cestinho, e não a dela, que não tem cesto, portanto veio na minha bicicleta recém-roubada para a festa na minha casa, obviamente sem saber que eu era a dona.
Ao chegar, foi ao quarto do Victor, e viu o cadeado quebrado que lhe era familiar. Para além disso, o Victor queixou-se que estava muito triste porque pela primeira vez tinha pedido uma bicicleta emprestada, e tinha sido logo roubada, no dia anterior, junto ao rio.
Ela começou a juntar as pecinhas do puzzle, e pediu para ele ir ver se a dita bicicleta não era a que ela tinha roubado na noite anterior, e que estava lá em baixo.
E assim foi, eu pensava que nunca mais ia ver a minha querida bicicleta, mas afinal ela acabou por me vir parar à porta menos de 24h depois do roubo!
E como tudo está bem quando acaba bem, entre muitos "Mi dispiace Filipa, non sapevo che era tua", acabámos a rir do assunto, eu, a Rocio, e os dois espanhóis que comparticiparam o roubo!
Agora combinámos fazer uma marca nas nossas próprias bicicletas, para que entre nós Erasmus, elas não sejam roubadas!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Declaro aberta a época de estudos
O que não é fácil, porque cá a vida não pára, e quando uma pessoa se senta um bocadinho para estudar, chega sempre uma mensagem a convidar para um Jantar de Portugueses (ver http://natorredepisa.blogspot.com/2008/11/jantar-tuga.html), ou para um jantar em casa da Sooulgan (norueguesa), ou um email para um aperitivo no Mimi Café, ou o convite para um concerto de uns italianos da faculdade, ou para os anos do Daniel (espanhol cá de casa), etc, e não é fácil dizer "Não, hoje tenho que estudar"!
Ontem já tive de apresentar um trabalho oralmente e responder a perguntas, nas próximas duas semanas haverá exames...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Lettera al Babbo Natale
sábado, 29 de novembro de 2008
Em busca do pacco perdido
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Siena
Desta vez o destino foi Siena, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, onde a Inês ruiva que esteve em nossa casa no fim-de-semana passado está a fazer Erasmus e nos acolheu tão bem e tão comodamente! Uma casa aquecida soube a mel tendo em conta os 5ºC que apanhámos em Siena.
Chegadas lá: pagar bebidas? Porquê, se é tão fácil que nos ofereçam?!
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Discotreno
Contudo, desta vez os ânimos estavam demasiado exaltados, e nem tudo foi um mar de rosas. Assim, segunda-feira seguinte já era notícia no jornal. Passo a citar:
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Fui a Roma e vi o Papa
Às 7h da manhã os Erasmus de Pisa partiam. Um pequeno problemazito com o comboio, pelo que tivemos de mudar, mas passado 5h chegávamos à capital da Província da Lazio.
O hostel era o Yellow, junto à estação Roma Termini, apenas por 13,5€/noite. Empregadas muito ineficientes, mas boas condições e óptimo preço. Camarata partilhada com um casal de egípcios do Cairo, ele em Erasmus na Suécia e ela na Bélgica (Stellinha, ela está em Bruxelas! Tens de a conhecer, chama-se Leyla! ).
Só do grupo de Pisa éramos 130, e depois de almoço fomos logo acompanhados por uma guia local que nos fez a visita a pé guiada pelos pontos mais importantes da cidade.
Muito ficou por ver, mas nos 3 dias ainda conseguimos visitar a Praça da Republica, o Panteão, o Capitólio, a Praça de Espanha e a célebre escadaria de Espanha, a Villa Medici, o Coliseu, o Arco de Constantino, a Coluna de Trajano, a Coluna de Marco Aurélio, o Castelo de Sant’Angelo, a Fontana di Trevi, e a Cidade do Vaticano – Praça de São Pedro, Basílica de São Pedro, e os Túmulos Papais (a Capela Sistina infelizmente fecha ao Domingo).
Fontana di Trevi: amei, amei! Foi mesmo o que mais gostei… passámos lá uma meia hora só a observar e a tirar fotos. Lindíssima, numa junção de Classicismo e Barroco, onde reza a lenda que quem atira uma moeda de costas regressará à cidade.
Capitólio: A trepar as grades com as espanholas de Valladolid, pouco antes de chegar a polícia para nos expulsar
Desfilámos nos 135 degraus da escadaria da Praça de Espanha, onde já tantos célebres desfiles de moda se realizaram
No monumento mais conhecido de Roma, o Coliseu: e assim vi a minha 3ª das 7 Maravilhas do Mundo Moderno
Arco de Constantino: pedir aos transeuntes que tirem foto nunca foi boa política, na verdade o Arco mal se vê, mas enfim, gosto da fotografia.
No Vaticano, o Estado Independente mais pequeno do mundo, com apenas 0,44 km2 de área e 500 habitantes
Na Basílica de São Pedro, a maior Igreja do mundo e centro do Catolicismo
O Papa Bento XVI, que deu uma missa apenas de 20 minutos lá do alto da sua janelinha, onde falou em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol e polaco, mas português claro que não
As noites foram sempre preenchidas por festas reservadas a Erasmus, em que só entrava mesmo quem tinha pulseira do ICE’08. Na primeira noite 1300 Erasmus na discoteca Piper, e na segunda na discoteca Alien. Muito giro conhecer Erasmus que estão noutras cidades italianas a estudar, trocar contactos e prometer visitas.
Com os nossos recém-amigos em Erasmus algures pela Itália: Ivo (português, da Tuna do Orfeão do Porto!!! Muitas músicas de tunas cantámos :D ), o Cosimo (Italiano) e o Stefan (belga).
No Alien, já no fim da noite amicíssimas da Maria, empregada da casa-de-banho, que começou por nos odiar por tentarmos sempre fugir para a casa-de-banho dos homens que tinha menos gente, mas que no fim até já nos oferecia ChupaChups e tirava fotos connosco
A vinda teve de ser antecipada umas horinhas, pois houve um “sciopero” (greve) dos trabalhadores da Ferrovia dello Stato.
Amei a cidade, e embora adore Pisa, sou muito cosmopolita e não há de facto comparação. Só espero que a lenda da Fontana di Trevi seja real :)