terça-feira, 3 de março de 2009

Latest news

Não tenho escrito porque estes últimos dias têm sido demasiado agitados e intensos para estar ao computador.

Tenho tido visitas, o Jaime e a Beatriz estiveram uma semana por terras italianas e uns diazinhos cá por casa. Para apenas 7 DIAS pagaram 45€ de excesso de bagagem, nada exagerado, diga-se de passagem. Nota: eu para vir 1 ANO estudar para fora não paguei excesso de peso. Nem eles sabiam como transportar aqueles malões, eu só me ria. Ai, o que é que se há-de fazer!


Fiz de guia turística, mostrando-lhes os pontos fortes da cidade, mas também os “meus” sítios, como a "minha" faculdade, o “meu” ginásio, o “meu” cinema, a “minha” esplanada. Obrigaram-me a tirar a foto da praxe na Torre, aquela com que eu sempre gozo quando lá passo e vejo os turistas a fazer aquela figura ridícula.
Em honra da sua visita, e para que pudessem ter um maior contacto com o meu mundinho de Erasmus, tinha sido agendada uma festa daquelas cá em casa, mas desta vez com tema: Bad Taste Party: todos deviam vir mal vestidos, o pior que tivessem, ou as piores combinações possíveis.

A taxa de adesão não foi baixa, contudo nota negativa para as espanholas, que não foram capazes de largar por uma noite os seus kits sempre arrojados. De louvar os rapazes que deixaram crescer o bigodinho para a festa :)


Tentei encontrar a pior combinação de peças que consegui, e o resultado foi: sandálias castanhas, leggings amarelas, mini-saia às flores, top tigresa, casaco azul-escuro, brincos verdes, flor ao peito, lenço aos quadrados, boina azul e maquilhagem exagerada. A última coisa que queria que me dissessem naquela noite era “estás gira”; “estás horrível” nessa noite soava a elogio.

A festa tomou proporções um bocado exageradas, ao ponto de haver grupos a tocarem à porta em que não conhecíamos nenhum dos elementos. O total de umas 90 pessoas, estimamos.

Como o andar da coisa mostrava que a situação estava a ficar descontrolada, as pessoas foram convidadas a continuar a festa na Piazza Garibaldi. E como já era de esperar, chegados lá abaixo, esperavam-nos quatro carros, quer de Polizia, quer de Carabinieri. Perguntámos-lhes se quem os tinha chamado tinha sido o vizinho do costume, ao que eles responderam que tinham recebido telefonemas de toda a rua… e de facto quem chegava confirmava que o barulho já se ouvia na Porta a Lucca.

Depois de lhes assegurarmos que deixávamos o prédio, lá se foram embora, não deixando no entanto de passar depois várias vezes na Piazza para confirmar. E assim foi, às tantas da manhã conseguimos encher a Garibaldi, onde muitos ficaram até ser dia.

Entretanto tive também duas outras visitas especiais, o Pedro e a Mafalda (meu irmão e cunhadinha). Fizeram um circuito muito bem organizado por Itália: Roma, Veneza, Pádua, e depois, já a vir dormir cá a casa, Pisa, Lucca, Cinque Terre, Florença, Vinci e Siena, tudo isto em apenas uma semana! Gostei muito de os receber: muito independentes, sociáveis, arrumados e flexíveis. Cedi-lhes o meu quartinho e fui acampar para o quarto da minha Inesinha.
Durante os dias faziam os seus passeios, e à noite vinham sair connosco, embora sempre saudosos das pequenas gémeas que deixaram pela primeira vez. Gostei muito de vos ter cá :)


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bruxelas

Aproveitando as promoções da Ryanair, decidi ir visitar a minha Stellinha que estava a fazer Erasmus em Bruxelas. Eram só 3 dias de viagem, o que me levou a pensar se efectivamente valeria a pena. Mas também eram só 20€, era a última oportunidade que eu tinha para a visitar porque acabava o Erasmus dela, e o voo era directo Pisa-Bruxelas. Por isso lá fui eu. Mas o que eu não pensei é que valesse tanto a pena.

Cheguei terça de manhã, e enquanto me dirigia a Thieffry, estação de metro da casa dela, entre trocar de autocarros e metros, ouvi logo falar português. Português e muitas outras línguas – imensos imigrantes naquela cidade!

Para pedir indicações, tomei conta de que o meu francês estava muito esquecido, então perguntava sempre “Do you speek english?”, e quando um segurança me respondeu “Seulement Français ou italien”, fiquei contente de ter outra opção com que me conseguia safar :D E da vez em que uma senhora não me deu outra hipótese senão o francês, lá consegui formular um “Où è il metro?”, sem me lembrar porém de que não ia perceber nada da resposta… lol

Chegada a casa da Stella, metemos a conversa em dia durante um café com leite e torradas, para logo depois sairmos para começar a visita guiada por Bruxelas.

Entre muita conversa, vimos o Cinquentenaire, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu.



Regressámos a casa, onde jantámos, e depois saímos de bicicleta para eu ir provar as célebres cervejas belgas ao Taverni. Duvel, Kwak, Kriek de sabores… são MESMO boas!


No dia seguinte, novo passeio. Começámos por ir à universidade, que gostei imenso, já que todas as faculdades estão juntas num mesmo Campus e os estudantes dos vários cursos podem partilhar os espaços comuns.

Breve ida ao departamento de Erasmus para finalizar o Learning Agreement e carimbar os últimos papéis. “C’est finit”, diz o coordenador. E tal como este, houve uma série de episódios que me meteu impressão, no sentido em que apanhei os últimos dias da estadia delas em Erasmus, quase quase de regresso, e houve coisas tristes deste género a que assisti, designadamente deixar de comprar comida para se acabar com as últimas coisas que ainda estão no frigorífico, receber a caução da senhoria, fazer as malas, descolar os postais e fotografias da parede do quarto… e depois os inevitáveis abraços apertados e as lágrimas de despedida… Ainda está longe, mas quando chegar o meu dia de fazer tudo isso também vai doer.

O passeio prosseguiu. Fomos ao Atomium (representação de um átomo de ferro ampliado 165.000 milhões de vezes, construído no contexto da Expo 58), à Grand Place (das praças mais bonitas que já vi), ao Manneken Pis (a famosa estátua do menino de bronze a urinar, cujas histórias em relação à sua origem divergem. Julgava-o maior! Tem apenas 30cm…), à Janneken Pis, e à famosa catedral. Mas o que mais gostei mesmo foi a arquitectura: são poucos os prédios altos, é quase tudo casinhas muito típicas e tão queridas!

Jantar de despedida, e depois seguimos para um bar de Salsa, Monte Cristo, onde pude ver que a Stella está a dançar muito bem. Eu também ainda dancei com uns 5 parceiros (que desenvergonhada!). Quando eles me convidavam para dançar, eu bem dizia que só sabia o básico, mas eles insistiam em ensinar-me…


Quando fechou fomos tomar um copo no Delirium, o bar mais famoso de Bruxelas, com mais de 200 tipos de cervejas diferentes, e lugar no livro do Guiness! Copo esse que se estendeu pelo resto da noite, até à hora de abertura do metro, e onde conhecemos imensa gente: belgas, italianos, ingleses… Chegadas a casa, não deu para dormir: era tempo de eu fechar a minha mochila e começar a fazer o caminho de regresso ao aeroporto Cherleroi.

Um curto período na Bélgica, mas muito bem preenchido. Para além de ter gostado de ver a minha Stellinha, e de constatar que ela está bem mais madura, levou-me a pensar que não vou voltar a ter um ano assim; um ano em que me apeteça apanhar assim um avião à maluca de Terça a Quinta-feira para ir passear a Bruxelas.

Para além disso, achei Bruxelas uma cidade muito completa para se fazer Erasmus, com um bocadinho de todos os ingredientes que acho importantes, embora muito diferente de Pisa. Para além de ser bastante cosmopolita, culturalmente é muito rica, é grande, mas apesar disso podemo-nos movimentar de bicicleta, o que a meu ver torna esta experiência bem mais especial :)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Esami

Finito!

Acabei os exames na semana passada, finalmente!

Fiz Diritto Interrnazionale Privato, Diritto Tributario, Diritto della Famiglia, Diritto delle Successione e ainda estou à espera do resultado da prova intermédia de Diritto del Lavoro I e II. Tudo oral, excepto Lavoro.

Ora são de notar algumas diferenças em relação aos exames de Direito a que estava habituada no ensino português.

Para começar, a roupa. Se na minha faculdade de Lisboa, para as orais temos de ir todos "pipis", os rapazes de fato e gravata, e as raparigas também com algum grau de formalidade, aqui vai-se de calças de ganga, de ténis, é o que calha, não há cá esses formalismos. Muitas vezes nem os professores estão de fato nas orais, nem mesmo nas aulas.

Depois, em regra os exames são orais. As notas são de 0 a 30, mas a nota mínima de passagem não é 15, mas sim 18. Mal se acaba a oral, o professor escreve a nossa nota no Libretto, uma espécie de boletim do aluno que todos devemos ter. Ao contrário do que sucede em Portugal, não temos de esperar que todos desse dia façam a oral para saber a nota. Acaba-se, e sabe-se logo.



No único exame escrito que fiz, pude constatar que o copianço e as cábulas são universais.

Em todos os exemplos que se dão para explicar as matérias, os três participantes são Tizio, Caio e Sempronio, o que me causa alguma estranheza. É que em Portugal os sujeitos dos exemplos têm sempre o nome das primeiras letras do alfabeto (“O senhor A comprou ao senhor B, que vendeu ao senhor C etc.). Porquê aqueles nomes estranhos cá? Cheira-me a mitologia romana. Senhora-mãe-professora-de-história, não quer fazer o favor de me esclarecer?

O ensino cá é muito teórico, e todos os colegas que tenho de engenharias estão a dar em malucos. Não há exercícios, só decorar teoria. Dizem que nunca tiveram de estudar tanto na vida como estudam cá. E isto leva-me à última e mais importante diferença que sinto no ensino do Direito cá.

Cá temos de decorar números de artigos e todo o seu conteúdo, decorar datas, decorar leis, decorar definições. Interpretar? Perceber? Raciocinar? Relacionar? Saber explicar? Saber doutrina e quem defende o quê? Fazer casos práticos? Pfff isso não é preciso cá. Decorar é o que se quer. Sentar e desbobinar, como se se pusesse uma cassete no Play. Ou seja, decorar tudo o que está escrito nos artigos, porque a lei não se pode ver. Como disse uma professora a um colega meu que pediu para abrir o Código Civil no meio de uma oral, “Se guarda il Codice, c’è scritto!”. Nem para as orais de direito civil levam código… E quando dizemos que em Portugal não há qualquer problema em abrir os códigos durante os exames, associam isso a facilitismo. Como estão enganados… decorar o direito não é saber o direito. Pergunto-me com que preparação ficará esta gente para a vida prática…? Já para não falar de que desde que cá estou não fiz um único caso prático...

A história de que em Erasmus são só facilidades e de que toda a gente passa às cadeiras, salvo raras excepções, não é bem assim. Os italianos costumam dizer “Gli Eramus non studiano, gli fanno passare”. Não é nada disso. Todos nós temos andado com noitadas e noitadas de estudo, cafés, chá preto, nervos, ansiedade, e como é normal, já há histórias de chumbos, desistências de exames… por isso, não é por aí.

E pronto, estas são as principais diferenças que me foram espantando ao longo do período de exames. Agora é tempo de aproveitar umas feriazinhas, com muitas visitas e viagens, que o 2º semestre já está aí à porta. Mas não sem antes ir ao supermercado, fazer umas limpezas e umas arrumaçõezinhas, que os exames desleixaram tudo :P


P.S.- Já fui buscar o certificado do exame de italiano, e mesmo depois daquele incidente, ainda deu para um Distinto (as notas são Sufficiente, Buono, Distinto, Ottimo). Venha daí o nível B2!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

New flatmate?

Dos 7 habitantes da minha casa, apenas a Inês nos vai deixar no fim deste semestre. Como o contrato de arrendamento é por 1 ano, ela está incumbida de arranjar um substituto para o seu quarto. Assim sendo, há a séria hipótese de um inglês que já está cá mas quer mudar de casa, vir morar para o quarto ao lado (e com ligação) ao meu. Chama-se Chris, é de Nottingham - terra do Robin dos Bosques - e tem uma pronúncia daquelas mesmo british que eu adoro adoro adoro, tipo Hugh Grant.


Estou radiante com tal ideia, porque embora eu passasse a ser a única rapariga da casa, no meio de 6 rapazes, o meu inglês caiu no esquecimento e actualmente limita-se ao básico. Se ele efectivamente vier, já acordámos sessões periódicas de "english time". Para além de que se ele me contagiasse com aquele british accent era perfeito. Mais, em 7 co-inquilnos passariam a haver 4 nacionalidades diferentes, não é brutal?!

Por tudo isto, estou aqui a fazer figas para que ele não arranje outra casa que prefira!

Despedidas

O primeiro semestre chega ao fim, muita gente já está de avião marcado para regressar, e já começaram as festas de despedida.

Não vai ser uma altura fácil. É facto que chegarão muitos novos Erasmus, mas tantos outros que agora nos são tão queridos partirão dentro de dias, e sei que muitas lágrimas correrão. Parece o fim de uma era.

Mas se em algumas alturas em que as saudades falaram mais alto me questionei se afinal eu própria preferia ficar só por um semestre, agora vejo que esta cidade ainda tem tanto para me dar, que o melhor ainda está para vir com o calor, e que esta experiência ainda sabe a tão pouco, que realmente tenho a certeza de que

estou mesmo feliz por continuar por cá!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Rádio Renascença - Fórum Avós - A Resposta

Uns meses depois do depoimento tão querido feito pela nossa avó no programa de rádio, e aproveitando a minha estadia em Portugal no Natal, eu e o meu irmão decidimos contactar a mesma rádio, no sentido de, desta feita, lhe fazermos nós uma homenagem. E assim foi. Garantimos que nessa manhã ela ouvia o programa mas sem lhe estragarmos a surpresa, e claro, adorou :D

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Férias de Natal em Portugal

Não tenho escrito porque fui passar as férias do Natal a Portugal.

Como a época de exames afinal acabava mais cedo do que tinha suposto, decidi antecipar a minha viagem de regresso 3 dias, e não contar a (quase) ninguém, fazendo assim surpresa à maior parte das pessoas. Primeiro ao meu pai que estava a passear os cães, depois à minha mãe, infiltrando-me numa reunião de professores onde ela apareceu atrasada, a seguir aparecendo num jantar G8 (grupinho de amigas) que estava marcado para essa noite, e por fim à minha avó, escondida no carro. Adoro a incredulidade das pessoas, acho que estou a ficar viciada em fazer surpresas :D

Passei 3 semanas em Portugal, que ficaram marcadas essencialmente por 4 acontecimentos:

Jantar G8! Logo no dia da minha chegada. O tema era o Natal e eu cheguei quando já todas estavam sentadas, e também eu de traje natalício. Elas nem queriam acreditar :D O jantar incluiu troca de prendas e depois fomos a correr para o Bairro Alto que agora fecha estupidamente cedo.




Natal! Este ano tive dos melhores natais de sempre, por dois motivos. Primeiro, porque sempre ouvi dizer que os emigrantes dão mais valor ao Natal por estarem longe de casa e sentirem a falta da família. E eu senti isso! As iluminações, os enfeites, as feirinhas de Natal e os cânticos que enchiam as ruas de Pisa entristeciam-me e faziam-me sentir longe! O segundo motivo, e mais importante, foi que passei o Natal pela primeira vez com crianças: as minhas sobrinhas gémeas de 4 mesinhos! E é tão lindo! É uma felicidade que não dá para explicar, eu estava derretidíssima…



Passagem de ano! Rumámos à Zambujeira do Mar por três noites onde só fizemos parvoíce e onde nos divertimos tanto!


(praxadíssima pela madrinha logo no 1º dia do ano: “Afilhada, come rã, já!” - que viemos depois a descobrir que afinal era passarinho - eu juro que não queria, mas praxe é praxe! )


Os 60 anos do meu pai! Foi este o motivo que me fez ficar até mais tarde em Portugal, na verdade fui a última a regressar a Pisa! A festa foi de arromba, porque 60 anos só se fazem uma vez na vida. Assim, houve direito a um espaço arrendado para o evento, serviço de catering, traje de cerimónia, fotógrafo, camaramen, 2 filmes com imagens da família nos últimos anos, uma rumba, um jive e um valsa vienense dançados por nós, e por fim, uma bela actuação da minha tuna que compareceu em peso mesmo em época de exames (mais uma vez OBRIGADA MENINAS!). Diverti-me imenso!




As três semanas em Portugal voaram de tão perfeitas que foram. Foi óptimo voltar e aliviar as saudades que já apertavam, ver as pessoas que me são tão queridas. Também consegui matar saudades de pequenas coisas como o Meco, de comer sushi, de torradas, de ir ao cinema (fui várias vezes, estava ansiosa para ver o Blindness e o Amália!). Na verdade levei imensos livros para estudar, mas ficaram pousados na secretária desde o primeiro ao último dia… sempre que pensava em estudar parecia-me tempo desaproveitado, em que podia estar com família ou amigos. A sério que as minhas intenções eram boas, mas acabei por não ler nem uma linha, e mesmo assim ainda fui criticada por muitos por ter estado pouco tempo com eles, mas bolas, é difícil gerir o tempo quando se está só assim de passagem e se quer fazer tanta coisa. Muita gente me disse que estou mais adulta, o que não esperava mesmo, porque só passaram 3 meses, mas efectivamente uma coisa que sinto é que estou a dar mais valor a tudo o que tenho - “quando não se tem as coisas dá-se-lhes mais valor”. A minha casinha pareceu-me perfeita, sempre quentinha (já não estava habituada!), as refeições sempre saudáveis e já prontas, o facto de poder tomar banho sem chinelos… o clima de Portugal pareceu-me fantástico, nunca mais digo mal! E aparte disto…os meus pais! Não sabia que gostava tanto deles… (estarei a ser demasiado lamechas?). Parece que o Erasmus me está a fazer bem.

Dia 12, finalmente voltei para Itália. Desta vez experimentei a Easyjet e fiz Lisboa-Milão, em vez de fazer Porto-Pisa pela Ryanair como tenho feito sempre. Tive de passar uma noite em Milão, onde estavam 7ºC negativos e imensa neve (quem disse que em Portugal está muito frio?!). A minha querida amiga El Tani que conheci no curso de italiano em Lisboa, e que está a fazer Erasmus em Milão acolheu-me impecavelmente, muito disponível, empaturrando-me de comida e sempre preocupada com o meu conforto. Único defeito: não gosta de dormir de manhã :P Para ti, um grande obrigado também.

Agora voltei, de baterias recarregadas, e pronta para continuar a viver esta aventura. Voltar sem viagem de regresso a Portugal planeada, e sem fazer a mínima ideia de quando vou voltar, ou sequer se vou voltar antes do fim do ano lectivo, tem o seu quê de estranho.

Regressei cheia de resoluções, designadamente combater os 2 kilinhos que cá ganhei, grrrr! (três pessoas admitiram e a balança confirmou). Já tenho o atestado médico para me inscrever no ginásio, e venho determinada a perder mais tempo na cozinha e a procurar por aqui uma loja vegetariana para poder comer como em casa.

A Beatriz e o Jaime já têm viagem comprada para me virem visitar em Fevereiro, o meu irmão e cunhada também já compraram para uma semana depois, e a Marta e a Lena marcaram para Abril.

Cá vos espero ansiosamente!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Festa de final de exames, de Natal, e de despedidas

Caros leitores, lamento, mas este post tem um destinatário específico. É para a minha querida sorella/figlia/parvinha/cattiva/Rosalina, etc etc, que não pôde estar presente (sua ausente!), pelo que prometi contar-lhe tudinho.

Então foi assim, terça houve festa. Onde? A resposta é óbvia, foi na nossa casa, como já vai sendo hábito.

Mas antes disso, fomos ao jantar de Natal que a Mensa (cantina) organizou, com comida natalícia típica italiana. O primi era um risotto de castanhas e cogumelos porcinni, o secondo era uma vitela, o contorno era uma espécie de tarte de batata e brócolos (óptima, devia ter decorado o nome!), e de sobremesa havia o célebre Panetone de Milão. Havia cozinheiros especiais e tudo, havia pai-natais a passearem pela Mensa, foi engraçado. Levámos uma garrafinha de vinho para acompanhar, que abrimos mesmo à frente das empregadas e ninguém refilou.




Lá para as 23h começou a festa. Desta vez a variedade de nacionalidades foi pouca, já não está cá quase ninguém. Só tivemos portugueses, espanhóis, italianos e alemães, mas arrisco-me a estimar que passaram cá por casa umas 40 pessoas.

Mais uma vez funcionou a proporção "convida-se 1, aparecem 10". Só para teres noção, mandei uma mensagem à Marta, e apareceu ela, a Pilar, a Ana, o Emiliano, a Andrea, o Michele, a Alba, aquele alto de Roma (Marco?), o Chema, o Mattia e um tal de Manfredo (que diz que nos conhece, até sabia os nossos nomes). A Esther não pôde vir porque estava "lavorando" (desta vez já não cometi o erro de perguntar "Davvero?! Dove?" LOL).


A Pilar viu uma foto das minhas sobrinhas e ficou apaixonada, fez questão de decorar os nomes, que querida!

Entretanto, o Michele e o Marco decidiram inventar que eu fazia anos. 82! Mas que estava muito bem conservada, aparentava apenas 80. Então cantaram-me os parabéns vezes sem conta, aos altos berros, e depois toda a gente me vinha dar os parabéns, porque pensavam que era verdade.

Fizeste cá falta para fazer a cobertura fotográfica (e por muitos mais motivos, claro) . A máquina do Hugo não tinha bateria, para não variar, e a do Francisco também acabou. Então ele decidiu ir a casa num instante buscar o carregador. Lá foi sozinho, e voltou passado bue tempo, mas...trouxe o cabo de ligar ao computador! LOL (desculpa xico mas tinha de contar :P)
O Alessandro também apareceu cá mais tarde (não veio sozinho, claro). E não sei como, depois de tudo o que se passou, ainda apareceu com com uma garrafinha para nós!!! Claro que eu não deixei chegar ao fim, e disse que tinha de guardar um bocado para a minha Inesinha, então trouxe a garrafa para o quarto, e tens aqui um restinho de Artic Fragola para Janeiro :D

O meu quarto mais uma vez foi eleito como o quarto dos casacos, e por causa disso estava sempre gente a querer cá vir pôr e buscar coisas. A Marta insistia em ser a detentora da chave, à qual chamava "la chiave dell'amore", sabe-se lá porquê. Depois agarrou num marcador, e naquele mapa de Pisa que eu tenho por cima da secretária fez um círculo na rua dela e escreveu "casa della tua alma gemella", lol. Às tantas começou-se a aglomerar gente aqui no quarto, e a minha cama ficou neste estado...

Depois a Alba (a de Madrid) lembrou-se de pôr a circular um papelinho a desejar-me boas festas, onde todos os presentes me escreviam qualquer coisa e assinavam. Está tão giro, já o colei no armário, claro! Há quem tenha escrito qualquer coisa tipo "as melhores festas de Pisa são as da vossa casa". Nós sabemos que sim :)


No fim eu, o Victor e o Joaquin chateámo-nos por uma parvoíce, mas por causa disso a Bea passou 2h a consolar o Victor, o que acabou por não ser mau de todo :P

Ah, entretanto o truque do "WC guasto" já não funciona, é uma pena. O Dani pediu-me, e eu lá voltei a colar o papelinho na casa-de-banho amarela, mas toda a gente insistia em usá-la. Os portugueses, porque lêem o meu blog e já perceberam que é mentira (grrrr!). Os restantes, porque já vão achando estranho que em todas as festas aquela casa-de-banho esteja sempre avariada! Bolas!


Uma coisa muito curiosa que aconteceu desta vez, foi que o vizinho não deu nem o mais pequeno sinal de vida. Nem sequer recebemos um telefonema da Maria hoje. Terá ele já ido de férias?

Hoje quando acordámos tínhamos um recadinho de despedida do Victor e Daniel, que para além das dedicatórias personalizadas, dizia "Grazie per tre mesi incredibile. Sono i megliori" :D Também já está na porta do armário.

Beijinhos minha querida, mancas-me muito, e como já te disse, per fare a meno di te (mais uma música nossa!) não é a mesma coisa!
TVB

sábado, 13 de dezembro de 2008

Webcam

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Reparem na minha cara de derretida quando põem o meu Tomaz Maria à frente da webcam! Que saudades...

Já o mesmo não se pode dizer da expressão assustada do pobre gato que não percebe nada do que se está a passar!